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COTAS NO ENSINO SUPERIOR: SOLUÇÃO OU RACISMO? Aqui na minha cidade está ocorrendo uma discussão muito grande em relação a reservar ou não reservar cotas para estudantes da rede pública e para negros. Em julho, a UEL (Universidade Estadual de Londrina) aprovou a reserva de 40% das vagas para essas pessoas, mas será que a solução do problema está em reservar essas vagas para negros e estudantes da rede pública? Será que essa atitude não fere a moral dessas pessoas? Não seria um caso de racismo? Na minha opinião, antes de tomar qualquer atitude, talvez a melhor solução fosse adequar o sistema de educação de forma que todos tivesse acesso à ele. Um sistema de ensino fundamental e médio que funcionasse e que fosse realmente bom, onde todos tivessem oportunidades iguais de poder mostrar o seu potencial, porque o artigo 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, mas não é isso que acontece; crianças precisam abandonar a escola para ajudar no orçamento familiar, ou precisam ficar em casa para cuidar do irmão mais novo enquanto a mãe precisa trabalhar... Ah... é! Desculpa... esqueci que melhorar o sistema de ensino no Brasil exige muito trabalho e esforço, e nossos governantes estão muito ocupados em resolver outros tipos de “problemas”! Portanto, essas cotas servirão apenas para mascarar o problema da educação, e continuo insistindo que é necessário investir na qualidade do ensino fundamental e médio ao invés de tirar a responsabilidade que se deveria exigir dos vereadores, prefeitos, governadores, etc. E você, o que pensa a respeito? Escrito por Raquel
às 08h55 |
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Desencanto (Manuel Bandeira) Eu faço versos como quem chora De desalento... de desencanto Fecha no meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu verso é sangue. Volúpia ardente Tristeza esparsa... remorso vão... Dói-me nas veias. Amargo e quente Cai, gota a gota, do coração. E nestes versos de angústia rouca Assim dos lábios a vida corre Deixando um acre saber na boca “Eu faço versos como quem morre”.
Escrito por Raquel
às 09h06 |